


O
bioma cerrado forma um relevante conjunto de ecossistemas que ocupa
cerca de dois milhões de quilômetros quadrados (25%
do território brasileiro). Localizado basicamente no planalto
central do Brasil, o Cerrado é considerado o segundo maior
bioma do país. Este ecossistema apresenta-se como um mosaico
de chapadas e vales, com várias formações distintas
que vão desde o campo úmido até o cerradão,
passando pelas matas ciliares e matas secas.
Devido ao fato de o cerrado apresentar vários hábitats
naturais, abriga comunidades

de
animais, com diversidades de espécies e uma grande abundância
de indivíduos, possui o segundo maior conjunto de animais
do planeta e tem uma riqueza biológica estimada em 160.000
espécies, o que corresponde a 5% de todas as espécies
existentes no planeta. Toda essa riqueza encontra-se apoiada em
uma climatologia e um regime hídrico que colocam os cerrados
na condição de berço de grande parte das águas
do continente sul-americano.
O cerrado é cortado por três
das maiores bacias hidrográficas da América do Sul.
Parte significativa das águas das bacias Amazônica,
Araguaia-Tocantins e do prata nascem na região dos cerrados,
incluindo as nascentes dos principais formadores do pantanal mato-grossense.
Situado sobre o grande arqueamento transversal que atravessa o Brasil
sudeste central, a região abrange um grande divisor de águas
que separa os maiores sistemas hidrográficos brasileiros.
Devido à grande ação
antrópica e a suas atividades, o cerrado passou por grandes
modificações, alterando os diversos hábitats,
e conseqüentemente apresentando espécies ameaçadas
de extinção, como o tamanduá-bandeira, o macaco,
a anta, o lobo-guará, o pato-mergulhão e o falcão-de-peito-vermelho,
o tatu-bola, o tatu-canastra, o veado campeiro, o cachorro-vinagre,
a onça-pintada, a ariranha e a lontra.